Sábado, 4 de Julho de 2009

Fanboys

Título Original: Fanboys (EUA, 2009)
Com: Jay Baruchel, Dan Fogler, Sam Huntington, Chris Marquette e Kristen Bell
Roteiro: Ernest Cline e Dan Pulick
Direção: Kyle Newman
Duração: 90 minutos


Nota: 3 (bom)

Fanboys” é uma comédia sobre fãs de Star Wars que foi adiada por diversas vezes até ser lançado nos cinemas dos EUA em fevereiro desse ano e depois lançado em DVD no dia 19 de Maio, dia do aniversário de 10 anos do lançamento do “Episódio 1 – A ameaça fantasma”. Aqui no Brasil ainda não existe previsão de lançamento. O motivo de dúvidas e adiamentos no lançamento tem a ver com o potencial comercial do filme.

O filme tinha um orçamento baixo, mas depois da aprovação de George Lucas e Kevin Smith ao ver uma primeira versão fez com que o diretor Kyle Newman conseguisse dinheiro para filmar cenas adicionais. Problemas em conseguir reunir o elenco novamente para refilmagem e também dúvidas do estúdio se iria lançar ou não fizeram com que ele fosse adiado da sua data original de estréia que era 17 de Agosto de 2007.

A história se passa em 1998 e mostra 4 garotos que saíram recentemente do colégio. Um deles está com câncer, então eles resolvem colocar em prática um plano que já tinham desde crianças: invadir o rancho Skywalker. O objetivo era conseguir uma cópia do episódio 1, que só seria lançado no ano seguinte, para que o amigo doente possa assistir.

A idéia é interessante e tinha bastante potencial, mas o diretor preferiu contar a história usando várias referências ao mundo de Star Wars fazendo com que aqueles que não conhecem o universo acabem não entendendo boa parte das piadas e o filme não tenha a mínima graça, além de fazer um filme bem convencional.

Talvez tenha faltado ao diretor a ambição para elevar o filme a algo mais do que uma simples comédia sobre fãs de Star Wars. Mesmo assim o resultado é bem divertido e tem excelentes piadas, mas como foi dito somente aqueles que gostam ou conhecem o universo de Star Wars irão entender.

Não faltam também várias participações especiais de gente como Seth Rogen (em 2 papeis), Carrie Fisher (Princesa Leia), Billy Dee Williams (Lando Calrissian), Kevin Smith, Danny Trejo, e William Shatner (capitão Kirk original de Star Trek), que já valem o filme.
Confesso ter me identificado bastante com algumas coisas do filme, apesar de não ser tão fã de Star Wars quanto os protagonistas da história. Mas a idéia da história se passar antes da estréia do episódio 1 e da ansiedade em relação a isso foi muito boa, inclusive uma piada no final que me fez realmente dar valor ao filme. Afinal de contas foi a partir desse ponto que boa parte da magia de Star Wars foi abaixo graças a insanidade de George Lucas, mas isso é outra história.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Lançamentos em DVD - Junho 2009

Confiram os lançamentos em dvd do mês de Junho de 2009 já comentados aqui no blog:

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Desejo e Perigo

Título Original: Lust, Caution / Se, jie (EUA / China, 2007)
Com: Tony Leung Chiu Wai, Wei Tang, Joan Chen, Lee-Hom Wang, Chung Hua Tou e Chih-ying Chu
Direção: Ang Lee
Roteiro: Wang Hui-Ling e James Schamus
Duração: 157 minutos

Nota: 3 (bom)

Após ser exibido em festivais e ter estreado lá no Brasil, finalmente chega aos cinemas soteropolitanos o filme “Desejo e Perigo” do diretor Ang Lee. Aqui ele mostra mais uma vez seu talento, que já passou por filmes que envolviam lutas marciais (O Tigre e o Dragão), heróis dos quadrinhos (Hulk) ou até mesmo um romance gay (O segredo de Brockback Mountain), só para citar alguns.

O tema do amor impossível é novamente abordado. Dessa vez a história se passa durante a ocupação japonesa dos territórios chineses durante a segunda guerra mundial. Na trama estudantes de uma universidade formam um grupo de teatro para arrecadar fundos para a resistência. Eles acabam sendo convidados pela resistência para realizarem uma missão: matar um chinês que colabora com o governo de ocupação dizendo quem deve ser morto. Para isso irão colocar a jovem Wang (Wei Tang) para se infiltrar na família do chinês como amiga de sua esposa para tentar seduzi-lo e atraí-lo para uma armadilha.

O filme é uma mistura de romance com espionagem, algo até um pouco parecido com “Duplicidade”, só que aqui o tom da história e o contexto são bem diferentes. Temos muito suspense, drama e um clima de filme noir. O roteiro é baseado num conto de Eileen Chang, uma das grandes escritoras chinesas do século 20.

O que causou mais polêmica no filme são as cenas de sexo, que são bastante cruas e realistas. Por causa disso o filme teve problemas para conseguir distribuição e também teve que ser cortado para ser exibido na China. Mas essa polêmica em relação a sexo é pura bobagem. As cenas são realmente muito importantes para contar a história e principalmente para contextualizar o lado psicológico dos personagens principais.

O ritmo lento e longo da história pode acabar desagradando os que não têm muita paciência em quase 2 horas e meia de filme. Quem não tiver problemas com isso irá apreciar uma ótima história e um bom filme.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Nova revista SET

Eu me lembro da primeira vez que comprei uma revista Set. Foi em 1990 e a capa era o filme Dick Tracy, sendo que a revista é publicada desde 1987. Desde então eu acompanho a revista que sempre foi minha principal referência no mundo do cinema. Os anos se passaram, veio a Internet, mas ele continuava viva.

Recentemente ela chegou a ser cancelada, mas acabou ganhando uma sobrevida. Atualmente ela é publicada pela editora Peixes, que faz parte da Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), de Nelson Tanure.

Essa companhia está passando por uma reestruturação interna. Resolveram então demitir a equipe do editor Roberto Sadovski e em seu lugar foi colocada uma equipe que também faz parte do Jornal do Brasil, que é da CBM. Com isso a companhia iria diminuir os custos e dar uma sobrevida a revista.

O novo editor da revista se chama Mario Marques, responsável pelo Caderno B e pela Revista Programa, auxiliado pelos editores Carlos Helí de Almeida, Marco Antonio Barbosa e Nelson Gobbi, alem da parte gráfica elaborada por Robert Halfoun.

Com essas mudanças obviamente aconteceram algumas mudanças no enfoque e conteúdo da revista. Dentre elas um enfoque maior no cinema nacional, mas sem deixar de lado as grandes produções de Hollywood. Além disso, a revista vai contar com 3 colunas escritas por Luiz Noronha, jornalista e produtor de cinema, Pedro Butcher, crítico da Folha de S. Paulo e editor do boletim Filme B, e pelo jornalista Marcelo Cajueiro, correspondente no Rio da revista americana Variety.

Outra mudança deve ser na Internet, com uma reformulação do site (http://www.setonline.com.br) e também uma maior interação com os leitores.

A bem da verdade é que a revista estava mesmo precisando de mudanças. O enfoque da revista era voltado nos blockbusters americanos, além da parte da opinião e críticas estava muito fraca.

Por enquanto ainda é cedo para falar se as mudanças fizeram efeito. Não houve uma edição de Maio, mas a de Junho já saiu com o comando da nova equipe, mas a matéria da capa sobre o filme “Exterminador do Futuro: a salvação” ainda foi de autoria do antigo editor Roberto Sadovski.

Como antigo leitor da revista espero que ele continue a ser editada e não “morra”. Quanto a Sadovski, ele continua escrevendo no seu blog (http://fiztv.uol.com.br/blogs/kapow) e deve estar correndo atrás de algum novo projeto ou quem sabe editar uma nova revista de cinema. Aguardem por aqui alguma novidade sobre isso.

Domingo, 28 de Junho de 2009

6 anos de Turminha do Ramon

Aqui estou eu para escrever sobre mais 1 ano de vida do blog Turminha do Ramon. Lá se vão 6 anos de blog. Já está perto de 500 resenhas de filmes, o que não deixa de ser uma marca impressionante. Com certeza muita coisa mudou nesses 6 anos, principalmente na Internet.

O serviço do Blogger, onde o blog está hospedado, está perto de completar 10 anos de vida. O Google, que adquiriu a empresa já faz um tempo, anunciou recentemente que o Brasil é o segundo país a gerar mais tráfego ao serviço, atrás apenas dos Estados Unidos. Isso mostra a força dos blogs nacionais. Isso sem contar outros serviços como o Wordpress.

O Turminha do Ramon está até servindo de estudo de caso. Estou escrevendo um artigo de conclusão do MBA de Gestão de TI na Unijorge junto com colega falando sobre o Google Analytics e estamos usando as informações do blog. Pois é, parece que o blog está mais sério do que nunca.

Então é isso, obrigado aos que continuam a acessar o blog, deixando comentário e lendo o blog. Vamos em frente para mais um bom tempo de vida desse blog.

Sábado, 27 de Junho de 2009

Intrigas de Estado

Título Original: State of Play (EUA, 2009)
Com: Russell Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Robin Wright Penn, Jason Bateman, Helen Mirren, Jeff Daniels, Josh Mostel, Michael Weston, Barry Shabaka Henley e Viola Davis
Direção: Kevin Macdonald
Roteiro: Matthew Michael Carnahan, Tony Gilroy e Billy Ray
Duração: 127 minutos


Nota: 3 (bom)

O diretor Kevin Macdonald está de volta com um novo filme após conseguir boas críticas com “O último rei da Escócia”. “Intrigas de Estado” é uma adaptação de uma série dramática da TV inglesa exibida em 2003 pela BBC que tinha no elenco Bill Nighy, James McCavoy e John Simm.

Na versão americana o cenário muda de Londres para Washington D.C. e temos Russel Crowe, Ben Affleck e Rachel McAdams como personagens principais da história.

A trama tem como pano de fundo um escalado envolvendo um congressista chamado Stephen Collins (Ben Affleck). Tudo começa quando a partir da morte uma das integrantes da sua equipe. Ele faz parte de uma investigação sobre uma empresa militar e isso irá atrapalhar mudando o foco das atenções.

Na verdade a história mostra um conflito entre o velho e o novo jornalismo. O velho e tradicional é mostrado através do personagem Cal McAffrey (Russel Crowe), enquanto o novo é representado pela personagem Della Frye (Rachel McAdams). Juntos eles irão investigar o ocorrido. Claro que durante a investigação muita coisa vai acontecer com algumas reviravoltas até o desfecho final da história.

A idéia do filme é bem interessante ao mostrar esse conflito, afinal de contas o jornal impresso parece estar com seu futuro incerto e cada vez mais os noticiários online estão ganhando espaço.

O elenco principal está muito bem, alias o filme tem um excelente elenco, mas alguns personagens secundários acabam sendo mal aproveitados, como por exemplo o de Helen Mirren como editora chefe do jornal.

Outra discussão do filme é sobre o papel do jornalista. O jornalista Cal é amigo de Stephen, então sempre fica a dúvida se ele está apenas ajudando ou apenas o usando para conseguir a notícia. Esse é um ponto que acaba prejudicando um pouco a conclusão da história.

O resultado final é um bom filme, mas que por causa de alguns pequenos problemas, principalmente em sua conclusão, acabam deixando um pouco a desejar ou que poderia ter sido melhor. Mesmo assim ainda é um filme acima da média.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Duplicidade

Título Original: Duplicity (EUA / Alemanha, 2009)
Com: Clive Owen, Julia Roberts, Tom Wilkinson, Paul Giamatti, Dan Daily, Oleg Shtefanko e Lisa Roberts Gillan
Direção e Roteiro: Tony Gilroy
Duração: 125 minutos


Nota: 4 (ótimo)

O roteirista e diretor Tony Gilroy já tinha mostrado muito talento para diretor após sua estréia na função em “Conduta de Risco”, onde foi até indicado ao Oscar. Em “Duplicidade” ele aborda o tema da espionagem com um lado mais cômico e romântico, mas sem deixar a seriedade de lado.

Ele tinha escrito o filme pensando em George Clooney para o papel principal, mas o ator abandonou o projeto e indicou Clive Owen para o personagem. Outro problema foi a gravidez de Julia Roberts, mas aí o diretor achou melhor esperar pela volta da atriz.

A história do filme fala de dois ex-espiões vividos por Owen e Roberts. Eles abandonam suas respectivas agências do governo, ele o MI6 e ela a CIA, para tentar dar um golpe no mercado privado e conseguir uma aposentadoria.

Uma boa comparação com o tema da história seria com o filme “Sr. e Sra. Smith”, mas aqui sem cenas de ação e violência e com muito mais seriedade. Uma boa classificação seria uma espécie de filme romântico de espionagem. Isso misturado com várias reviravoltas, bem ao estilo de “11 homens e um segredo”.

A estrutura narrativa do filme também contribui para o clima de espionagem e que ninguém é quem aparenta ser. A história é contada com a ajuda de alguns flashbacks para complementar a trama.

Alias apesar da história até parecer um pouco absurda, Gilroy conta que tudo que ele escreveu é baseado em histórias verídicas contadas a ele durante pesquisa. O único elemento que ele inventou foi o romance entre os personagens.

Além do ótimo roteiro, os atores também merecem destaque. Os protagonistas mostram bastante sintonia, que já tinha sido notada em outro trabalho juntos em “Closer”. Além deles os coadjuvantes também se destacam, principalmente Paul Giamatti que sempre rouba a cena quando aparece na tela. Alias a cena inicial de uma “luta” em câmera lenta entre ele e o personagem de Tom Wilkinson já vale o filme.
O resultado é um filme bacana, divertido e inteligente, que brinca de se levar a sério. Além disso comprova mais um vez o talento de Gilroy não só na direção, mas também mais uma vez como roteirista.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Transformers: A Vingança dos Derrotados

Título Original: Transformers: Revenge of the Fallen (EUA, 2009)
Com: Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, Kevin Dunn, Julie White, John Benjamin Hickey, Ramon Rodriguez, Isabel Lucas e John Turturro
Roteiro: Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman
Diretor: Michael Bay
Duração: 147 minutos


Nota: 1 (ruim)

Em 2007 o filme “Transformers” chegou aos cinemas e foi um verdadeiro sucesso. Então já era de se esperar uma continuação. Aqui estamos em 2009 com sequência “Transformers: A Vingança dos Derrotados” com a mesma direção de Michael Bay, o mesmo elenco e novos e velhos robôs.

Como manda a tradição as sequências dos blockbusters tem que ser maiores do que o primeiro filme. Aqui o diretor levou isso bastante a sério e conseguiu realmente se superar. Quer dizer que o filme é melhor do que anterior? Bem que poderia, mas os exageros acabaram colocando tudo a perder.

Temos mais robôs, mais cenas de ação em maiores proporções, mais explosões e até mesmo a duração do filme é maior. Mas todo esse exagero acaba estragando realmente o que o primeiro filme tinha de legal que eram as cenas de ação e luta.

O filme começa bem, com uma cena de ação bem legal que se passa na China. A coisa prometia ser divertida. Mas aí começa a história dos humanos do filme e voltamos a nos encontrar com Shia LaBeouf, Megan Fox e companhia. Quando a “trama” começa a ser contada e desenvolvida a coisa desanda de vez.

Até aí tudo bem, esse era o mesmo problema do primeiro, a história era sem graça. Mas aqui a coisa é bem pior pois a trama é muito mais mirabolante e totalmente sem pé nem cabeça.

E o que poderia salvar tudo isso? É claro, as cenas de ação e as novas lutas entre os transformers. Mas é justamente aqui que o filme erra feio. Apesar da cena inicial legal, as outras são muito chatas e confusas. Tem muito robô na tela, muitos humanos atirando e jogando bombas, a coisa não é muito bem focada, então já viu, é uma verdadeira confusão.

O pior de tudo é esperar mais de duas horas para finalmente ver a batalha final entre Optimus Prime e os vilões Megatron e o The Fallen (alias, vale ressaltar o erro bizarro na tradução do título do filme, já que The Fallen foi traduzido para derrotados, quando na verdade é o nome do robô), e tudo se resolver rapidamente.

Bom, quem é fã dos Transformers e curtiu o primeiro filme tem que ir conferir, agora corre o sério risco de sair do cinema bastante decepcionado. Eu lembro de ter dito que o primeiro era um filme ruim, mas era de fuder. Esse aqui acho que vou ficar apenas com o ruim mesmo. Apesar de ter uma ou outra ceninha legal, o resultado é um desastre.

Sábado, 20 de Junho de 2009

Heroes – 3ª temporada

Heroes chegou ao final da sua terceira temporada bem melhor do que começou. Sem dúvidas até agora a primeira foi a melhor. A segunda foi mais curta, por causa da greve dos roteiristas e já foi menos empolgante, mas ainda sim foi bom.

Com o início da terceira a coisa parecia meio perdida. Um dos problemas da temporada 2 foi o excesso de personagens. Isso pelo menos foi resolvido. Como sempre a temporada foi dividida em 2 volumes: “Villains” e “Fugitives”.

“Fugitives”, o volume 4 (ou volume 2 da terceira temporada), marcou a volta do escritor Bryan Fuller a série. Ele tinha saído para fazer parte da equipe de Pushing Daisies, mas como a série foi cancelada ele aproveitou para voltar a Heroes. Isso trouxe qualidade de novo ao programa. A série voltou a ter foco nos personagens e um pouco parecido com a idéia da primeira temporada: pessoas ordinárias com poderes extraordinários.

No final das contas a temporada acabou até sendo razoável e melhorou bastante na segunda metade. Foram ao todo 25 episódios e já está confirmada a próxima temporada que irá começar com o volume 5 chamado Redemption. Vamos esperar que o nível continue bom.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

O Exterminador do Futuro: A Salvação

Título Original: Terminator Salvation (EUA, 2009)
Com: Christian Bale, Sam Worthington, Anton Yelchin, Moon Bloodgood, Bryce Dallas Howard, Common, Jane Alexander e Helena Bonham-Carter
Direção: McG
Roteiro: John D. Brancato, Michael Ferris
Duração: 116 minutos

Nota: 3 (bom)

Após o fracasso de “O exterminador do futuro 3” era difícil imaginar mais uma continuação para a franquia. Mas aos poucos foram ensaiando uma volta. Primeiro foi a série de TV “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”, que durou apenas 2 temporadas. Com “O Exterminador do Futuro: A Salvação” a série ganha um novo fôlego e faz com que se esqueça um pouco do desastre do terceiro filme.

O filme tem como objetivo dar um novo ânimo a franquia, mas sem começar do zero como está em moda atualmente como em “Batman Begins” e “Star Trek”. Aqui a idéia é fazer algo novo, mas usando as idéias e a história já existente, principalmente dos 2 primeiros filmes.

O que chama a atenção do filme é a presença do ator Christian Bale, que vive John Connor. Dessa vez o personagem é o principal da história, mas irá dividir as atenções com um novo personagem chamado Marcus, vivido pelo ator Sam Worthington. Ele inclusive foi um grande achado e mostra bastante talento, inclusive está em “Avatar”, novo filme de James Cameron (diretor dos 2 primeiros “Exterminador do Futuro”) que estréia no final do ano.

A direção ficou a cargo de McG, diretor bom em cenas de ação como em “As Panteras”, que aqui tenta mostrar um lado mais sério. Digamos que ele tenha respeitado bem a história, tenha feito boas cenas de ação, mas mesmo assim o filme tem alguns problemas. Não chegam a comprometer muito o resultado final, que é um filme bem divertido e bacana, que irá apagar um pouco a má impressão deixado pelo ‘Exterminador 3’.

Se nos outros filmes a história era sempre centrada na volta no tempo, onde um exterminador enviado pelas máquinas e um protetor enviado pelo humanos voltavam no tempo, um com objetivo de matar alguém da família Connor (Sarah no 1 e John no 2 e no 3), aqui a coisa muda de figura. Vemos John no futuro, em 2018, lutando contra as máquinas. Quem viaja no tempo é o personagem de Marcus, que é mostrado no início do filme em 2003 onde aceita participar de alguma experiência e acorda em 2018 sem saber o que aconteceu.

O futuro retratado no filme lembra bastante o visual de “Mad Max”. Foi até usado um película com tratamento em prata, que deu a imagem uma qualidade estranha, de cores mortas. Alias, a parte técnica do filme é muito boa. Boas cenas de ação que usam bem a computação gráfica.

No final do filme temos uma deixa para futuras continuações, é claro. Então caso o filme faça sucesso podem esperar mais continuações vindo por aí. Para quem achava que a franquia estava acabada, ela mostra que ainda tem coisa para mostrar.

É possível fazer um filme do “Exterminador do Futuro” sem a presença de Arnold Schwarzenegger? O ator parou de atuar e virou governador do estado da Califórnia nos EUA. Para responder se ele está presente ou não no filme, irei dizer a mesma coisa que o diretor falou: você assistiu “O curioso caso de Benjamin Button”?